domingo, 16 de dezembro de 2007

A internet e suas netmusas





Do alto para baixo Marketa Belonoha, a netmusa mais bem sucedida da rede, inspiradora de várias novas netmusas. Alison Angel, a queridinha dos EUA mostra seu Buda, eu disse Buda.Keira Augustina a primeira netmusa latina, em uma rara foto que mostra seu rosto e não seu culo.Maria da graça Mello a precussora netmusa brasileira e suas lendárias marquinhas de biquíni a la cachorra.



Desde final do século passado e o início deste, a única revolução realmente visível aos nossos olhos é a internet.Hoje passado pouco mais de 10 anos de sua difusão em larga escala é inimaginável viver sem ela, desde suas facilidades do dia a dia aos problemas que vieram junto com ela, a sua importância em caráter cultural que é o que nos importa neste post, é imensurável.Vemos desde então o surgimento de fenômenos específicos da rede, que surgem na velocidade de seus bits e desaparecem com a mesma velocidade que surgiram.Como bandas de rock que aparecem do dia pra noite, são aclamadas na rede se tornam fenômenos de downloads começam a vender discos de forma real e somem... como não se lembrar de bandas com clap your hands and say yeah!!!, Artic Monkeys, cantoras como Lily Allen, Amy winehouse, são muito mais famosas na net que nos meios de mídia convencionais, estas duas últimas já furaram o mundinho hype da net e já se encontram difundidas na mídia convencional, mais não dá nem pra enumerar a quantidade que surge na rede; como as bandas brasileiras bonde du Rolê e CCS, só são conhecidas pela net.A indústria cinematográfica já tomou conhecimento deste fenômeno, e já experimentou a forma de divulgação pela net de forma viral, só que infelizmente em bombas como serpentes à bordo, que se tornou um fenômeno na rede e na bilheteria e era ruim de doer.Mais toda essa introdução é para observar outro fenômeno da net, são as "celebridades" que são só conhecidades ne rede, vamos falar das musas da net,vamos chamá-las de netmusas, você nunca vai encontrá-las nas revistas de fofocas, nem em editorias de moda, em tablóides, talvez so´nesses programas de sub celebridades como o da Luciana Gimenez ou num desses Big brothers da vida e olha lá!!!! por que isso? porque elas são só conhecidas na net, experimente colocar o nome de qualquer uma delas no google e você vai entender o que estou dizendo, é um espanto.Eu poderia colocar várias delas aqui mais fiz uma seleção das precussoras e das mais representativas desse fenômeno.Você pode até não ter ouvido falar delas, mais com certeza já viu algumas fotos delas espalhadas nesse mundo virtual mesmo que não seja com os nomes citados abaixo.

Marketa Belonoha

Ela é natural da República tcheca e é formada em gerenciamento de dados em informática, isso mesmo!!! e é a representante número um das centerfolds da net, ela começou bem novinha, com 16 anos e suas fotos são disseminadas na net de forma assustadora! hoje na altura de seus 25 anos ela só fotografa para o seu próprio site, com fotos de alta qualidade e soube como poucas capitalizar sua fama na net e tirar proveito econômico disso. Hoje é fotografada por fotógrafos de renome como Peter Hegre, não lembra nem de longe as primeiras e quase artesanais(e abusadas) seções do início de sua aparição, de um certo gosto duvidoso, mais Marketa é o símbolo maior desse fenômeno e gerou várias e várias clones seguindo seu rastro, pricipalmente meninas do leste europeu.

Alison Angel

Como sempre as coisas no EUA são diferentes das do resto do mundo e talvez a mais bem sucedidas das celebridades da net naquele país seja Alison Angel, pouco se sabe sobre a sua vida, mais ela é uma febre na net e especialmente na terra do Bush, tem um biotipo bem americano e os motivos frontais explicam o seu sucesso por aquelas terras.Hoje ela é contratada de um site de fotos e vídeos bastante conhecido na rede (FTV girls) as coisas nos EUA são realmente bastante profissionais... se é que vocês me entendem.

Keira Augustina

Ela foi a primeira latino americana a estourar na net, essa argentina ganhou a alcunha de mejor culo del mundo, seus atributos não desmentem o marketing viral, ela fez o caminho inverso e também explodiu na europa, ela foi a mais bem sucedida celebridade instantânea deste lado do atlântico, sumiu da mesma forma que apareceu, há boatos de que foi morar em Nova York e foi fazer curso de interpretação!!!??? outros dizem que foi para a espanha tentar a carreira de modelo, ninguém sabe realmente o que aconteceu com ela, só restou suas fotos amadoras espalhadas pela rede!

Maria da Graça Mello

A brasileira que melhor representa esse fenômeno da rede se diz vítima dela, reza a lenda que ela era funcionária do bradesco numa cidadezinha do interior gaúcho, levou seu computador para a manutenção e os funcíonários da empresa(todos menores !!!) colocaram suas fotos íntimas na rede, as fotos viraram um sucesso e ela da noite pro dia ficou conhecida nacionalmente, evidente que só entre os internautas.Dizem que teve que mudar de sua cidade abalada pelo acontecido. Hoje ela mora em são paulo e é "modelo" e já posou de forma desinibida em alguns sites da net , mais nada que causasse impacto das fotos amadoras que caíram na rede.


sábado, 15 de dezembro de 2007

os filmes que só dá pra ver uma vez






Continuando a fase de listinha de final do ano, resolvi fazer algo um pouco diferente dos melhores e piores tradicionais e fazer uma lista dos filmes que eu só consegui ver uma vez! evidente que é uma lista pessoal algumas pessoas vão concordar, outras vão discordar e outras vão acrescentar mais filmes à lista! mais o que importa mesmo é o motivo de vê-los somente uma vez.

1° Menina de ouro

O filme de Clint Eastwood é um filmaço, não é à toa que ele colocou o boxe como a alegoria central do filme, ele é literalmemte um soco no estômago do espectador, você pode até assistir outras vezes, mais o impacto do filme na primeira vez é impressionante, Eastwood fez um filme melodrama ímpar no cinema, ele nos empurra à seco um final dramático que se fosse feito por outro diretor seria uma novela mexicana do SBT, vi o filme só uma vez, não veria novamente pois o soco já não mais me acertaria.

2°O segredo de Brokeback Mountain

O filme trata de duas pessoas que se apaixonam perdidamente, mas não há possibilidade de prosseguir com romance, ambos seguem suas vidas se casam constituem família levam suas vidas da forma que o destino lhes impõem, mas descobrem que não conseguem viver um sem o outro e se encontram sempre às escondidas em ficticias pescarias traindo suas respectivas famílias, por este roteiro posto um casal convencional soaria como tantos outros filmes de romace, mas neste caso "casal" é formado por dois cowboys, existem várias cenas marcantes no filme mas a cena do beijo em que uma das esposas flagra a traição na escada é uma das de maior impacto dramático do cinema! Ang Lee trata o tema do filme com uma elegância e sensibilidade rara nesse tipo de filme. Por motivos que poderia até classificar de homofóbico ou qualquer outro fator de caráter psicanalítico que até hoje não defini, só consegui ver esse filme uma vez, acho que se ele passar até na tela quente, o que acho improvável, acho que não vou ver não, ainda mais que não tem FastFoward na TV para aquela cena da barraca.

3°Os Suspeitos

Esse filme apresenta um dos melhore finais de filmes do cinema, o filme inteiro se desdobra na cena final numa performace impecável de Kevin Spacey, o final é tão surpreendente tão surpreeendente, que não tem graça vê-lo mais de uma vez, assistí-lo outra vez é como escutar uma piada repetida, poucas pessoas que conheço assistiram esse filme mais de uma vez!

4°A Bruxa de Blair

Quem conseguiu ver esse filme até até o final, já era um sobrevivente, e teve seus limites de paciência e bom gosto testados, eu sobrevivi até o final ao contrario daquelas pessoas que participavam daquele documentário fictício , mais repetir no erro de ver esse filme mais de uma vez aí não dá!

5° Gritos e Sussurros

Igmar Bergman era um gênio todo mundo sabe disso, pelo fato dele ser considerado gênio às vezes as pessoas vão com essa convicção já formada na cabeça e aceitam tudo que se passa na tela como lampejos de genialidade, esse filme especificamente é esteticamente e em critérios dramáticos impecável, aliás como em todos os seus filmes, mais esse Gritos e Sussurros é de uma chatice insuportável, longos silêncios tudo bem , enfiar um caco de vidro na vagina tá ok, mais a câmera ficar focada num relógio que conta o tempo por longos minutos é demais!!! vi uma vez, não vejo nunca mais.





quinta-feira, 25 de outubro de 2007

listinha 2007







Na ordem de cima para baixo os layouts de: Neon bible do Arcade Fire, In to the wild de Eddie Wedder, In rainbows do Radiohead, The Remider Feist, Cê Caetano


sempre quando chega o final de ano sempre aparecem aquelas listinhas os melhores de 2007 , vou sem absolutamente original e vou fazer... uma lista dos melhores CDS de 2007

1° Neon Bible- Arcade Fire

Quando saiu o segundo trabalho do Arcade Fire, em todas as críticas falou-se do quão era ingrata a tarefa deste Neon Bible, pois o 1° trabalho chamado Funeral era excelente e então seguia-se um monte de comparações entre os dois trabalhos, eu não sofri desse mal pois não conhecia funeral e fui apresentado à banda por este Neon Bible, e logo na primeira audição fiquei surpreendido com a grandeza dos arranjos das canções, é fácil gostar logo de cara (não que as músicas sejam de fácil assimilação) tudo é muito requintado e complexo, as letras falam de fim dos tempos sem ser soturno, e Ian Buttler vocalista e letrista encaixa tudo de forma coesa, pois bem, gostei do que ouvi e fui atrás de funeral, é um disco excelente e impactante e tem a mesma grandeza de arranjos deste, mais gosto mais de Neon bible, acho que vale aquela máxima de que a primeira impressão é a que fica, acho que isso aconteceu em ordem inversa com as outras pessoas, mais seja como for, Neon Bible é um discaço do começo a fim algo muito difícil neste mundo de bandas descártaveis de internet em que de 15 em 15 minutos há um salvador do Rock.

2° In to the wild- Eddie Wedder

Foi engraçado como esta trilha do filme do Sean Penn ( que conta uma história de um sujeito que doa todas as suas economias e começa a vagar pelos EUA e acaba morrendo de Fome no Alasca(!!!)...) foi recebida, muitos disseram que que era bom mais não era genial, que era audível mais esquecível, um crítico do New York Times chegou a dizer que os longos silêncios no filme eram melhores que a trilha, nada mais injusto, Wedder vez um trabalho que encaixa perfeitamente no contexto do filme, tudo é passageiro e fugidio e trazem uma alegria melancólica no início que vai se dissipando até o final do disco sobrando só uma leve tristeza, o único senão é que as canções são sempre bem curtas, mais como na vida e no filme, tudo que é bom é fugaz, nos sobrando só a lembrança, de resto será engraçado se a trilha for indicada ao oscar, e ver Wedder o maior crítico do mainstrean comparecer àquela fauna esquisita... e se cantar na cerimônia então !!!!


3°In rainbows- Radiohead

Eu garanto que em todas as listas de melhores ábuns do ano In rainbows vai estar presente, muitos vão estar tecendo elogios às canções do disco, mais como já disse num post anterior o in rainbows não é tão bom assim, é somente um disco bacana, mais o que são as músicas contidas nela diante da revolução que foi seu lançamento, neste cenário in rainbows cravou seu nome na história, que revolução??? que banda ousaria dar um chute nas gravadores e disponibilizar para downloads de seu álbum e ainda dizer que o preço do download fica a critério de que quiser baixar? diante desses fatos in rainbows é um dos melhores de 2007 disparados!!! só por curiosidade a média de pagamento dos downloads é de 16 reais, teve um maluco que pagou 400 reais, eu peguei de graça, mais se fosse pagar, pagaria no máximo 10, nine inch nails e oasis e jamiroquai(!!!!) disseram que vão seguir os passos do radiohead.


4°Reminder- Feist

Ela é bonitinha mais não é ordinária , pelo contrário, é doce até a medula, suas músicas falam de desilusões, paixões e tudo mais dos lugares comuns possíveis, mais como que uma pessoa com esse tipo de proposta pode fazer algo bom, é por que essa pessoa é a feist, ela tem a capacidade rara de fazer qualquer baladinha boba se tornar chique e audível sem ser piegas em nenhum momento, Feist chegou ao ápice de sua proposta com este trabalho, é ótima trilha sonora para festinha descoladas regadas a vinho e champagne com gente bonita em alguma cobertura de frente pro mar, feist é a cantora mais MPB sem ser MPB que existe ... ela ia dar as caras por aqui no TIM festival, mais não vem mais, uma pena, pois estaria em seu habitat natural e se tornaria a trilha sonora oficial das coberturas da Viera Souto e acho que ela nem sabe disso !!!


5° Cê- caetano

Para o bem ou para o mal Cê é o melhor álbum brasileiro desse ano, muita gente discorda (mas acho que mais por implicância com o autor) para o bem, porque confirma que caetano é o cara que mais sabe se reinventar na música brasileira e consegue ainda surpreender, para o mal porque deixa explícito o vácuo criativo que atingiu nossa música, Caetano fez um disco de Rock descente que há muito não se via na música brasileira, fora o site de divulgação do cd que é muito bacana( as letras das músicas surgem na tela e começa-se a escutar as músicas) e como já foi dito por aí, quando chegamos ao ponto de um disco do Caetano ser o melhor álbum de rock brasileiro tem algo de muito estranho acontecendo, e olha que esse disco foi lançado no final de 2006!!!.

terça-feira, 23 de outubro de 2007

nota para um velho safado








Na ordem de cima para baixo Katarina Vasilissa, Anna Amirati, Yuliya Mayarchuk, Anna Jimskaya , o velho Brass, "as musas e o mestre".

Tinto Brass é um cineasta italiano que recentemente completou 75 anos, ele já trabalhou em sets de filmagem com Antonioni e Fellini, herdou do primeiro o excelente gosto por belíssimas mulheres que figuram em seus filmes (e aqui não há nenhum exagero nesta observação) e do segundo um apuramento estético ímpar, quando se abrem os letreiros por exemplo de um filme do velho, já se sabe que é um filme Tinto Brass, poucos cineastas atingem esse nível de identificação estética, só para citar alguns o próprio Fellini, Bergman, Godard e Almodóvar são cineastas com essa característica.

Para se atingir esse nível estético é preciso criar um universo cinematográfico, mais o que faz parte do universo Brassiano? primeiro é lógico as belas atrizes principais, mas isso merece um capítulo à parte, mas estão sempre lá o marido traído, a amoralidade, a profusão de espelhos pelos cenário com cores contrastantes, closes sacanas, os pelos pubianos em profusão e sim os pêlos nas axilas das beldades !!!! e vários fetiches salpicando pela tela como os passeios de barco com as musas na proa sem calcinha, as meias calças , os banhos tchecos e os desfiles de bundas, sua maior paixão.

Os críticos do velho safado sempre insinuam do conteúdo raso de seus filmes, das histórias toscas e personagens ridículos, mas há de se considerar que as histórias não são o principal nos seus filmes, o principal é a alegria de suas atrizes a felicidade com que se envolvem em situações de excitação e o descomprometimento com qualquer fundo pisicológico e envolvimento emocional, nos filmes de Tinto Brass as situações são mais importantes que as emoções.

Assisti recentemente há quatro filmes do diretor, o voyeur, monella, tra(sgre)dire e monamour todos são de excelente safra brassiana estão lá todas as características do universo do diretor e sua espantosa capacidade de garimpar mulheres absurdamente lindas e voluptuosas no que esse termo tem de mais significativo, qualquer um que assistir a um destes filmes irá concordar de bate pronto, em o voyeur a beleza de Katarina Vasilissa se mistura aos milhares de fetiches voyeurs espalhados pelo filme, todas as observações são feitas entre frestas, sombras e espelhos, em monella o que mais espanta é que a beleza de Anna Amirati é de uma naturalidade absurda, o seu sorriso chega a iluminar a tela, não há como tirar os olhos quando ela surge, sem nenhum exagero.Em trasgredire que no Brasil teve a tradução ridícula de A pervertida (em italiano ao pé da letra é A transgressora) tem a presença de Yuliya Mayarchuk, que Brass "descobriu" num restaurante na hungria, esta não é tão farta de carnes como as outras musas, mais tem um charme e um corpo espetacular com uma bunda com padrão Brass de qualidade e se alguém conseguir reparar, tem uma voz que desperta qualquer gigante adormecido e por último talvez a mais brassiana das últimas musas, Anna Jimskaya, que desfila sua opulência desnuda do início ao fim de monamour, não há como não se encantar pelo seu jeito mulherão devasso, dessa russa magnífica.

Como dá para perceber pelo que realmente reparei no filme, percebe-se que roteiro é o que menos importa nos filmes de Brass, a beleza das imagens são tão marcantes que a história fica sempre em segundo plano, são de uma densidade erótica, aqui em termos de libido, sem igual no cinema. Por haver uma ingenuidade até singela, o passeio de bicicleta em monella , o banho de mar em trasgredire, o passeio de barco em monamour, não dão somente tesão, mais sim uma sensação se contemplação da beleza, Brass acerta sempre no alvo, nada é vulgar, constrangedor e incômodo, tudo é belo e expontâneo e os alvos são sempre o que há de mais belo nas suas musas, já li em alguns artigos que seu cinema é oposto do que o cinema françês atual tem em relação ao sexo, este é sempre encarado como punição e envolto em sentimentos de culpa, como nos filmes Os Anjos Exterminadores, Romance e outros filmes franceses em que o sexo é o foco central, concordo em parte, o sexo nos filmes de Brass não tem realmente nenhum tipo de culpa, mais ele não encara isso como algo central em seus filmes, o que é central em seus filmes é o próprio sexo e este é sempre visto de forma libertária contra qualquer juízo de valor moral, ele utiliza o sexo como algo bom e divertido e isso é o que incomoda mais os seus críticos, que levam o sexo à sério demais.

Vida longa ao mestre Brass !!! seu cinema não é reflexivo, não tem mensagens edificantes, não choca, não emociona (no sentido dramático da palavra) e muito menos não é cinema levado à sério, sua missão como cineasta parece ser a de presentear a platéia com belas imagens cheias de características tão peculiares e as mais belas centerfolds que o cinema periférico já viu, esbanjando uma alegria sacana cada vez mais rara nesse mundo de sexo atlético-performático.





Para a inauguração desse blog escolhi um artigo publicado no g1 sobre o lançamento do novo disco do radiohead, mais pelo caráter simbólico do seu acontecimento do que pela qualidade do disco, sou fã da banda, tenho todos os seus discos, "diga-se de passagem todos baixados da internet, assim me situo perfeitamente na proposta da banda", mais como ia dizendo, o disco não é dos melhores, sem fazer qualquer tipo de comparação com the bends ou ok computer, o que seria injusto pois se tratam das obras primas da banda, mas o disco é um tanto soturno, nada se comparado ao kid A e amnesiac, que são bons quando se escutados com desprendimento, mas o disco fica um tanto distante do que a banda se propunha e do que fazia antigamente, sendo assim é preciso dar muito mais tempo para gostar de in rainbows, mas desde já este é um clássico não pelos motivos musicais mais pela sua forma de lançamento.

Com cara de revolução, Radiohead lança 'In rainbows'

Grupo inglês deixa que fã decida quanto vai pagar por download da música.
Músicas do sétimo álbum já vinham aparecendo em versões ao vivo.


Uma nova etapa no negócio da música pode ter início nesta quarta-feira (10): é o dia em que o Radiohead, nome de peso do pop, com milhões de cópias vendidas na carreira e ainda relevante para outros tantos milhões de pessoas, começa a disponibilizar seu trabalho pela internet ao preço que o fã ou qualquer interessado decidir. A quem se mostra descrente, o site do Radiohead insiste: "Não, de verdade, [o preço] cabe a você".

O anúncio de "In rainbows", sétimo álbum da carreira do grupo da cidade inglesa de Oxford, foi recebido com espanto pela forma de levar a música ao ouvinte. Agora, ao abrir mão da estrutura de uma gravadora (ao menos nessa primeira e mais importante fase de lançamento), a idéia da banda já tem cara de revolução.

O site do quinteto liderado por Thom Yorke aumentou em 11 vezes o número de visitas e já é o mais visitado entre os dedicados à música no Reino Unido (antes estava na pouco sensacional 43ª posição), de acordo com medição do HitWise. O Google, por sua vez, diz que sua ferramenta de buscas registrou dez vezes mais interesse no nome "Radiohead" nos últimos dias. Oasis, Jamiroquai e Nine Inch Nails, nomes em patamares de popularidade próximos aos do Radiohead, já se inclinam a um modelo de comercialização parecido.

Além de apostar no esquema "quer pagar quanto?", a banda vai vender um box com o disco no formato físico, um vinil duplo e um CD multimídia com sete faixas extras, letras, imagens e outrs itens. O pacote terá o preço de 40 libras (cerca de US$ 80 dólares) e só será entregue próximo do dia 3 de dezembro. O CD normal só seria lançado em 2008 e aí sim entraria uma grande gravadora para distribuição e afins.

No todo, dizem especialistas no negócio da música, há uma radicalização para os dois lados: o reconhecimento de que o valor da venda tradicional de um trabalho perdeu muito nos últimos seis anos (a explosão das redes de trocas de arquivo se deu em 2001) e o lado da aproximação maior com os fãs, que estão dispostos a pagar uma quantia superior por versões "deluxe" dos discos.




O próprio caminho

Nome da era pré-download (o Radiohead lançou o primeiro disco em 1992), o grupo já havia resumido qual era a sensação de tomar o seu próprio caminho sem o poderoso auxílio de uma das grandes companhias do mercado musical (eles não renovaram o contrato com a Parlophone/EMI expirado em 2003): "É libertador e aterrorizante ao mesmo tempo", escreveu o grupo em um comunicado.


Mesmo com os temores naturais de um artista com algo a perder, o Radiohead segue uma trilha arriscada que possui paralelo com seus discos. O quinteto começou com um grande sucesso no primeiro disco, a partir da popularidade da música "Creep". Ainda no vácuo do sucesso do Nirvana, a faixa foi vendida como uma outra novidade quente do chamado "rock alternativo". Os críticos não perdoaram, e o Radiohead foi malhado por muitos.

Mudanças

A partir de "The Bends" (1995), as coisas começam a mudar. Público e imprensa se unem nos elogios a músicas como "Fake plastic trees". "Ok Computer" (1997) inscreve o Radiohead na galeria dos grandes discos da história, a julgar pelas freqüentes listas de "melhores de todos os tempos no rock", e vende mais de 4 milhões de discos no mundo inteiro.

"Kid A" (2000) e Amnesiac" (2001) tomaram caminhos mais experimentais. Como resultado, fãs e críticos tiveram, em geral, opiniões que variavam do entusiasmo pelo risco que a banda estava correndo as de que o Radiohead estava se afastando do fã comum de rock para embarcar em um cabecismo para poucos. "Hail to the thief" (2003) não teve muitas mudanças em relação aos dois anteriores.

"In rainbows" já tem várias de suas músicas conhecidas pelos fãs. O quinteto de Oxford apresentou quase todas as canções novas ao vivo, e versões de ótima qualidade estão largamente disponíveis na internet. Mas, claro, sempre é possível esperar uma ou outra surpresa. Sabendo que eles seguem uma trilha própria, que dificilmente se curva às demandas de fora, faz mais sentido a proposta atual da banda: cabe somente a você aceitar ou não entrar no universo do Radiohead.